sábado, 28 de janeiro de 2012

Banho no Escuro

Certo dia assisti a uma reportagem na TV sobre exercícios para o cérebro. Resolvi testar o que eu considerei o mais fácil: tomar banho no escuro. E não é que gostei?

Achei que o banho ficou bem mais relaxante.

Eu abri a janela. Uma luz fraca, refletida pela lua, entrou como um feixe, deslizando, projetando-se na parede, formando outra janela dentro do box. Nesse momento, os demais sentidos se ampliaram. Uma cadeia de sentidos se rompeu. O barulho da água do chuveiro se transformou no som de uma cascata, na mata. Até o cri-cri de um grilo, consegui escutar. Em seguida, sem pedir licença, bateu uma brisa fresca, que varreu todo o ambiente, fazendo-me sentir mais leve. Os cheiros que essa brisa trouxe me fez viajar para vários lugares. Fiquei tentando lembrar onde senti cada um deles. Os que consegui lembrar, trouxeram-me grande nostalgia. Para os que não consegui, ficou a curiosidade. Aos poucos, fui começando a enxergar, pois a visão vai se acostumando. Em pouco tempo, estava enxergando tudo. Então resolvi terminar o banho.

Dei, então, um grande abraço na minha esposa.

Agora passou a ser uma mania. Sim... tomo banho no escuro.



Um comentário:

  1. Minha esposa tambem usa isso para relaxar... e sempre com musica no banheiro...

    Funciona!

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